Usado em celulares, Gorilla Glass começa a aparecer nos carros

Vidro usado em telas de smartphones é mais leve e resistente. Ford e BMW são as primeiras a usar o material.

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Bluetooth, aplicativos, internet, wi-fi. Carros novos e smartphones já compartilham muitos recursos similares e vão ficar mais parecidos agora que algumas fabricantes começam a usar o Gorilla Glass, vidro de alta resistência usado em milhões de celulares no mundo inteiro.

De acordo com a Associated Press (AP), a BMW foi a primeira a usar o material em veículos, discretamente em um painel interno do esportivo híbrido i8.

Mais ousada, a Ford usará o Gorilla Glass no para-brisa do novo GT, que surpreendeu ao aparecer no Salão de Detroit no início do ano e tem previsão de lançamento para o ano que vem.

Os motivos para adotar o vidro reforçado são simples e afetam toda a indústria automotiva. O Gorilla Glass é mais leve e resistente, o que levará a uma redução de peso dos carros.

Veículos mais leves podem consumir menos combustível – uma preocupação das fabricantes diante de metas regulatórias cada vez mais difíceis de serem alcançadas para emissões de poluentes.

Atualmente, os para-brisas são feitos com duas lâminas de vidro e uma camada de plástico no meio, para evitar que o vidro se estilhace quando for atingido, além de ajudar no nível de ruído interno e filtrar os raios UV.

No Ford GT, o para-brisa será construído com a mesma camada de vidro por fora e plástico no meio, mas com Gorilla Glass desenvolvido especialmente para automóveis na parte interna.

De acordo com Paulo Linden, supervisor da Ford, o vidro usado em smartphones deixará o para-brisa do GT 32% mais leve. “Peso é um inimigo”, afirmou Linden à AP. O GT ainda terá Gorilla Glass na cobertura acústica do motor. O executivo ainda confirmou que o material será usado em outros carros da marca no futuro.

Contra
A barreira mais sensível para adoção do Gorilla Glass em larga escala nos carros é o preço. De acordo com Harshbarger, o custo para a fabricante é de US$ 2 a US$ 4 por libra (0,45 quilograma) de economia no peso da peça.

A Ford espera que o para-brisa do GT seja até 5,5 kg mais leve, o que significa um aumento de até US$ 48 no custo. Para um superesportivo que custará algun milhões de reais não é muita coisa, mas para carros mais acessíveis é considerável.

Fonte: Auto Esporte

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