Telhado de vidro: Renan surta ao afirmar que Temer é menor que a cadeira que ocupa

Há muito tempo que o senador Renan Calheiros (PMDB) não tem condições morais para falar ou ameaçar quem quer que seja.

O “nobre” senador Renan Calheiros (PMDB) divulgou nesta quarta-feira, dia 27, um vídeo para criticar o presidente Michel Temer (PMDB). Na ocasião, Renan diz que Temer é um presidente sem legitimidade.

“Infelizmente temos no Brasil um presidente sem legitimidade, com base social menor do que a cadeira que ocupa. Isso preocupa a todos, porque ele não tem dimensão institucional, agravando a crise de separação dos Poderes”, atacou Renan.

Decisão do STF passou Aécio à frente de Jucá e Renan

A polêmica decisão da Primeira Turma do STF, que anteontem impôs a Aécio Neves “recolhimento noturno”, não causou surpresa somente pelo ineditismo. O senador mineiro é o terceiro político na lista dos mais encrencados no Supremo, com 12 processos. Em segundo vem Romero Jucá, que colecionou 14. E no topo da lista, com 18, o campeão absoluto… Renan Calheiros.

E não é segredo para ninguém que o senador alagoano responde a uma dezena de denúncias da Procuradoria da República e no Supremo Tribunal Federal. Só esta estatística já seria suficiente, em qualquer democracia moderna, para a declaração de seu total impedimento. Por mistérios insondáveis, o STF mantém estes processos em tramitação há anos, sendo que um deles lá está há mais de 12 anos.

Por “milagre” divino ou “pressão” , a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no próximo dia 10 de outubro se o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se tornará ou não réu na Operação Lava Jato, junto com o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Os dois foram denunciados pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em dezembro do ano passado, quando foram acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os parlamentares foram acusados de ter recebido R$ 800 mil de propina travestida de doação legal de campanha, em troca de garantir um contrato entre a empresa de engenharia Serveng Civilsan e a Petrobras.

O esquema envolveria a atuação do ex-diretor da petroleira estatal Paulo Roberto Costa, cuja manutenção no cargo teria sido chancelada por Renan. Nas tratativas, Aníbal teria servido de intermediário entre o senador, a empresa e a Petrobras, segundo Janot.

Mas Renan Calheiros não se limita a desmoralizar o Senado e a política brasileira, com a cumplicidade de muitos senadores. Réu e debochado se atuasse em outro país, estaria preso.

O falso moralismo é algo repugnante… O povo não suporta mais ver Renan Calheiros na política… É muita hipocrisia. O discurso anticorrupção é antigo no Brasil, ainda mais por aqueles que se dizem éticos e moralistas, quando na verdade não passam de falsos moralistas, pois seus atos de corrupção são camuflados nos atos mais sombrios… A quem querem enganar ?

A presença dominante do nome “Renan Calheiros”, e dos eventos que orbitam em torno dele, no debate político do país nas últimas semanas é, por si só, um eloqüente sinal de alerta. Aponta para um pântano imobilizador de onde podem sair novas deformidades.

Mocinhos, bandidos e um pântano,o caso Renan Calheiros parece ilustrar bem esse cenário sombrio e delineado. Ele é sombrio em vários sentidos. O senador alagoano é um típico representante do que há de pior na política brasileira. Entre os que queriam sua cassação, há outros tantos da mesma estirpe. O problema, portanto, não é discutir quem são os mocinhos e quem são os bandidos.

O grave, nesta história toda, é figuras como Renan Calheiros e seus adversários de ocasião (aliados de ontem) dominar o debate político no país. O grave é figuras como eles serem peças-chave em um projeto de governabilidade. O grave é ver uma mídia indigente intelectualmente tratar o tema segundo a lógica do espetáculo e da moralidade seletiva. As disputas políticas que estão, de fato, em jogo ficam assim obscurecidas por uma névoa de mistificação e meias-verdades.

E quais são as disputas política que estão, de fato, em jogo? Uma delas é a agenda eternamente adiada da necessidade de democratização do Estado. Neste cenário, somos convidados a assumir um lado nestas disputas intra-patrimonialistas. E, se não o fazemos, somos empurrados para um destes lados.

É muito fácil raciocinar com isenção. Difícil é manter a verdadeira aparência de isenção quando a temática abordada é polêmica e mais do que isto paradoxal. Sim, o problema Renan Calheiros, ele é um sujeito que pelas qualidades morais, não deveria estar no lugar que está, pela visão que se alastra pelos círculos sociais da Internet e transborda pelas manifestações das ruas noticiadas pelos jornais.

É aquele em que há uma interação entre um partido único e as três funções do poder. Este partido estaria no Executivo, no Legislativo e indicaria os juízes e Ministros do Judiciário!!! Temos aí, formalmente, uma separação de poderes mas, material e substancialmente um mesmo poder pois o mesmo partido ocuparia as três funções tendo-se, na verdade, uma ditadura civil, disfarçada ou maquiada. O povo morreria com ânsia de vômito tal a degradação moral ou a nojeira destes ofícios!!

Por fim, investigado pela Lava-Jato, Renan procura tecer alianças por todos os lados para chantagear o novo governo e sobreviver. Ao que parece, vem flertando com o PT a todo custo, aumentando o poder de influência da quadrilha recém-apeada do poder.

Que fique claro, nesse instante, Renan Calheiros deve ser … Com vocês NOBRES leitores a resposta.

 

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