PC realiza diligências para prender vereador do Pilar

Após a Câmara Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) ter cassado a liminar que revogou a prisão do vereador Paulo Cavalcante Soares, do Município do Pilar para que ele retornasse à prisão, a Polícia Civil realizou diligências para localizar o vereador, mas sem sucesso.

O Cada Minuto teve acesso aos documentos que solicitam a prisão do vereador. Em um dos documentos, a Polícia Civil relata que “na presente semana o vereador não foi encontrado na cidade do Pilar acrescentando que devido a divulgação de uma possível prisão veiculada na imprensa na semana passada, possa ter feito o vereador se ausentar”.

Além disso, o agente da PC informou que nas redes sociais do vereador não foram “visualizadas movimentações que indiquem o paradeiro do mesmo”. A PC afirma que novas diligências serão realizadas objetivando o cumprimento do mandado de prisão.

Decisão do TJ 

Segundo informações do Tribunal de Justiça, Paulo Cavalcante é acusado de ameaçar e perseguir a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas, Cecília Rocha. Ainda segundo o TJ, Paulo Soares, conhecido como “Paulinho Fofoca”, precisava retornar à prisão por descumprir medidas cautelares que determinavam que ele mantivesse distância ou contato com a secretária.

“A prisão preventiva em análise se afigura fundamental para efetivar que um mal irremediável venha a ser cometido a qualquer momento”, afirmou o relator do processo, desembargador José Carlos Malta Marques.

De acordo com os autos, Cecília Rocha, esposa do prefeito de Pilar, foi vítima de ofensas nas redes sociais, proferidas pelo vereador. A secretária teria sido chamada de “desequilibrada” e perseguida durante evento em Pilar.

“O paciente é pessoa afeita ao mundo da criminalidade e dos atos ilícitos em geral, haja vista que existe mais de uma dezena de processos nos quais ele figura como autor de ofensas à honra alheia. Consta, por exemplo, ações de indenização por danos morais em juízos cíveis e persecuções criminais que tratam de crimes contra a honra e de ameaças”, ressaltou o desembargador José Carlos Malta.

19/09/2019

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